Pra quem gosta de esportes motorizados a Fórmula 1 é um dos mais interessantes. Carros com o único intuito de atingir a maior velocidade possível no menor espaço de tempo para vencerem uma corrida. Mas diferente de outros esportes automotivos a formula 1 é adaptada completamente pela própria equipe, aerodinâmica, peso, motor, etc. Há diversas limitações impostas em sua fabricação para que a categoria seja competitiva, não privilegiando equipes mais ricas. Até a temporada de 2005 eram utilizados motores V-10 de 3 litros de cilindrada. Em 2006 a FIA alterou para V-8's de 2,4 litros.
O desempenho menor não afetou a categoria já que mesmo os novos motores conseguiam obter mais de 900 cavalos. A duração deles é drasticamente reduzida devido ao seu uso intenso, chegando a 19 mil giros nas trocas de marcha, mas limitados a 18 mil agora em 2009. Todo desgaste gerado no motor porporciona uns 800 quilômetros de vida útil. O combustível usado depende de muitas variáveis, como as condições da pista, por exemplo, atingindo uma média de 50 combinções diferentes de combustível por equipe, com a obrigatoriedade de serem aprovados pela FIA.
VÍDEO, MOTOR RENAULT F1:
Doido de mais.
Mecânica: Motor de uma F1
Mecânica: Motores em V

Qualquer motor pode ser fabricado no formato de V, que nada mais é do que os cilindros intercalados, um pra cada lado, formando dois planos que possuem ângulo interno variável. Os motores em V tem como caracteristica principal a compactibilidade dos cilindros no motor para ocupar o menor espaço possível do carro, mas isso depende obviamente do número de cilindros com que estamos trabalhando.
Um motor com até 4 ( ou 5, o que não é comum ) cilindros não precisa ser em V, pois são poucos, e o motor em linha então seria o ideal: 4 cilindros em linha não ocupam muito espaço e além do mais o motor é mais simples de ser fabricado, sendo então mais barato. Agora motores com mais de 6 cilindros em linha proporcionariam-nos carros fora do padrão e sem mercado, com design e aerodinâmica comprometidos.
É aí que entra o formato em V. O ângulo do motor é um valor teórico dependente dos número de cilindros. O ângulo ideal é o que permite que o início do ciclo de combustão em cada um dos cilindros ocorra em intervalos iguais. Motores com muitos cilindros podem possuir mais do que um ângulo ideal, o qual é limitado uma vez que o V não pode ser muito aberto. Os ângulos ideais são:
-V6: 60 graus
-V8: 90 graus
-V10: 72 ou 144 graus
-V12: 60 graus
-V16: 45, 90 ou 135 graus
Quando o ângulo do V é de 180 graus o motor é dito Boxer ( terminologia alemã ).
Os motores em V com menores cilindradas são comuns em motos ( v2 e v4 ).
VÍDEO, SOM DO MOTOR V8 DUM MUSTANG 66':
Outra história heim.
Mecânica: Disposição dos Cilindros.
Dependendo do carro, tanto pelo espaco disposto pelo chassi para o motor tanto quanto pela categoria que se quer inseri-lo no mercado automotivo, há uma diferente disposição possível dos cilindros no motor (em linha, em V ou boxer).
Diferentemente do que se pensa sobre a eficiência dos motores em linha ser pior do que de motores em V, em questão de eficácia não há diferença, se houver a mesma quantidade de cilindros com o mesmo diâmetro e se houver a mesma quantidade de ar durante a admissâo e compressão dos cilindros, a combustão será a mesma independente do formato, e a potência a mesma.
Motores em linha são pouco mais leves que os outros. São utilizados de um modo geral em carros populares transversalmente com 4 cilindors (no maximo 5 cilindros), visando a compactibilidade dos modelos, o unico problema dos motores em linha são para carros refrigerados a ar, pois possuem problema com esse tipo de arrefecimento.
Motores em V são mais comumente utilizados em carros de categorias mais caras, pois necessitam de chassis maiores, consequentemente esses carros são mais luxuosos e com mais tecnologia por causa do nicho de consumidores que acabam atingindo. Carros esportivos trazem o motor em V como atrativo "preenchendo" debaixo do capô com um motor relativamente grande. É utilizado no Ford Mustang, Chevrolet Camaro e Dodge Challenger por exemplo.
Motores boxers proporcionam um baixo centro de gravidade dando mais estabilidade. É utilizado no Volkswagen Fusca, Porsche 911 e Subaro Impreza por exemplo.
(imagens de howstuffworks.com)
VÍDEO, MOTOR BOXER COM TURBO COMPRESSOR:
VÍDEO, MOTOR CONVENCIONAL 4 EM LINHA:
Muito bons.
Mecânica: Motores Hemi.
Antes da década de 50 os motores utilizados em carros eram muito limitados em questão de potência devido ao seu design simples, apenas feito da maneira mais barata para que o motor funcionasse, sem grande tecnologia extra empregada.
Esses eram os motores flathead, que possuiam a câmara de combustão plana, com a vela no centro e valvulas laterais com tamanho limitado pela geometria da câmara.

Mas essa situação iria melhorar. Em 1948 Harry Westlake fez o motor Hemi de 6 cilindros para a Jaguar, que consistia em uma mudança na câmara de combustão, a qual resultava na melhora de todo o motor. De plana a câmara passou a ser no formato hemisférico, daí o nome Hemi, com isso aumentou o contato da centelha da vela com a mistura comburente + combustível e pode-se posicionar as válvulas sobre a câmara de combustão, aumentando seu tamanho e consequentemente aumentando a admissão de ar à mistura, resultando em motores incomparavelmente melhores que os anteriores. Muito mais potência disponível nos carros fez com que a procura por carros mais "fortes" crescesse exponencialmente, principalmente no mercado norte americano, o qual estava aquecido com o final da segunda guerra e a necessidade de "viver" da população.

Depois surgiram outros melhores, como o Hemi Magnum com duas velas por cilindro, aumentando ainda mais a eficiência do motor. E hoje os motores mais utilizados são os Hemi Pentroof visando a redução da câmara da combustão e ao invés de usar duas válvulas grandes usam-se 4 menores, que são ainda mais eficazes na oxigenação do combustível e são inadaptáveis no motores Hemi normais.
VIDEO MOTOR HEMI V8:
Muito legal.
